O Brasil tem um grande potencial para fontes de energia limpas e renováveis como as diversas formas de aproveitamento de energia solar e eólica. Há poucos anos o país viveu um racionamento em função da falta de planejamento e de equívocos na gestão da matriz energética brasileira. Desde então vários problemas foram resolvidos, mas persiste uma grande dependência do potencial hidroelétrico, que exige grandes investimentos em distribuição, em função da localização das bacias hidrográficas de maior potencial.

Em regiões na periferia dos grandes centros da região sudeste, na ponta dos sistemas de distribuição, ainda persistem problemas crônicos de fornecimento. No caso do Rio de Janeiro, são regiões de grande potencial turístico, que precisam preservar seus sítios naturais, principais ativos para a atividade turística. Essas regiões têm grande potencial para utilização de energia solar e eólica. A divulgação dessas tecnologias pode contribuir para resolver os problemas crônicos de fornecimento, bem como incentivar sua utilização pelas pequenas e médias empresas da região que, desta forma, poderiam reduzir seus custos de energia e contribuir para a preservação do meio ambiente.

Em países como Alemanha, Estados Unidos, Holanda, Japão e Espanha, Fazendas de geração de energia eólica, e programas de produção de energia solar em bairros e cidades estão sendo implementados. Esses programas estão incentivados pela isenção total de impostos sobre os equipamentos e pela possibilidade de vender o excedente de energia gerada às concessionárias de energia pública. O Brasil engatinha nesta área, porém não poderá permanecer nesta situação por muito tempo, sob o risco de perder espaço no cenário internacional.

Por outro lado, a utilização de motores elétricos para propulsão vem crescendo muito nos últimos anos, não  penas na aplicação em embarcações de grande porte como navios militares, navios de cruzeiro, embarcações de apoio marítimo e mesmo em grandes navios de carga, mas também em pequenas embarcações de recreio. Os motores elétricos são mais confiáveis, têm um custo menor de manutenção e simplificam os arranjos das praças de máquinas. No entanto, sua característica mais importante é que podem ser associados a fontes  lternativas de geração de energia como painéis solares, ou com soluções híbridas. Essas tecnologias ainda não estão consolidadas e é importante estimular a aplicação e desenvolvimento de novas soluções desde os ciclos iniciais de formação dos futuros engenheiros e técnicos, além de divulgar seu potencial.

Competições como a Frisian Solar Challenge – e agora a sua versão brasileira, o Desafio Solar Brasil – já mostraram em outros campos a sua capacidade de atingir estes objetivos.

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